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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Quando parecia que não podia mais piorar!

Piorou!

No dia 4 de Novembro de 2009, nos comentarios do meu post "A tragédia Vampiresca", fiz o seguinte comentário:
"Melhor não duvidar, daqui a pouco vai sair um romance entre uma humana e um zumbi!"

E mais uma fez, a tragédia se fez!
" Romance de amor com zumbis que chega ao Brasil no segundo semestre virará filme" > esta é a noticia!

Pelo visto, um tal de "Warm Bodies" foi um GE-NI-AL livro, em que um zumbi CONSCIENTE se apaixona por uma JOVEM e quer pretegê-la dos demais zumbis!
O livro não foi aprovado na época (será que até mesmo os editores tem bom senso?), mas agora vai ganhar uma adaptação cinematográfica! A alegação é simples, "Se Crepúsculo deu certo, porque não?". Bem, se já estragaram os vampiros, porque não estragar os zumbis?

Sinto-me como se estivesse num mundo em que o Rob Liefeld tivesse se multiplicado na forma de escritores...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Titã que é titã não usa cueca sobre a calça!



Se você nunca viu Furia de Titãs (Clash of the Titans), há algo de muito errado.
Não é bem um filme recente (é de 1981), mas é tão incrivel e emocionante que não tem como não guardar no coração.
Eu particularmente tenho um carinho especial pelo clássico, uma vez que era um dos filmes favoritos de minha vó, e comprar um edição de colecionador dele foi trazê-la novamente à mim... será que meu apresso pelos filmes epicos e fantasiosos é genético?
De qualquer forma, se você não viu, veja!

Drigido por Desmond Davis, ele conta a história de Perseu, na minha opinião o heroi grego mais legal que existe na mitologia grega (não curto nem Hercules nem outro viadinho qualquer), que parte desde a tradicional chifrada de Zeus na Hera, pra passar por uma deusa emo, pelas terriveis gorgonas (Medusaaaaa), pegasus, criaturas gigantes, e enfim o kraken (? - esse não era um monstro escandinavo?). Tudo isso para salvar a doce Andromeda (sem Ikki!).
Um ponto mais do que especial do filme, é o fantastico trabalho de Ray Harryhausen nos efeitos especiais das criaturas monstruosas e mesmo a simpatissíssima coruja de Athena. O maluco é o mestre do stop motion, e produzir um filme inteiro com bonequinhos frame a frame não é facil não! Ele também trabalhou em clássicos como Simbad e o olho do tigre (1977) e Jason e os Argonauts (1963).

Agora se você é moderninho e acha isso tudo muito retrô, primeiro você merece um puxão de orelha.... mas o final não tem problema, porque agora vai sair um remake do filme! Temo os remakes, costumam fazer muita porcaria, mas pelo trailer até agora, a história ainda é a mesma (ja pensou mudarem um mito?). A previsão é para 2010, e o perseu será o ator australiano (estão na moda não?) Samuel "Sam" Worthington, que interpretou Marcus Wright em Exterminador do Futuro 4 (na minha opinião, a personagem mais legal do filme).

Agora, chega de divagações, vejam os trailers!

1981


2010

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A tragédia Vampiresca

Acho que já devem ter notado que vampiros estão na moda, certo? Filmes, séries, Hqs, estão em todos os cantos! Em breve creio que alguém acreditará que é o próprio Lestat, e criar a própria banda anunciando que está na hora de sair do armário... Temo que os grandes clássicos estejam quase que literalmente se revirando no túmulo, com o que vou relatar, mas antes, vamos falar um pouco sobre quem são essas criaturas da noite.

Quem aqui nunca ouviu falar em vampiros? As lendas vampirescas são mais antigas que a maioria das pessoas possam supor, chegando a civilizações pré-colombianas, china, índia.... e mais posteriormente na Europa, durante a chamada Era das Trevas. Gosto do termo “era das trevas”, afinal, a humanidade daquele ínfimo lugar decidiu jogar no lixo todo conhecimento que adquirira para viver sobre as próprias fezes, e temer demônios onde não havia mais que homens e animais. Mas foi provavelmente na era Vitoriana que começaram a tomar forma e popularidade. Ele poderia ser trágico e romântico (no sentido literário de romance), como em contos de Lord Byron, ou sensual e tentador, como descrito por John Polidori. No geral, o maior ponto em comum era o fato de se alimentarem de sangue, e não poderem entrar em contato com a Luz do sol. Entre as mais diversas variações, se transformavam em animais (morcegos ou lobos), não possuíam reflexo, pavor a alho, morreriam com estacas no coração, ou nenhuma dessas coisas malucas.

Mas provavelmente, o maior clássico dos caninos de Itu, e que considero de mais significativa valia, é “Drácula”, de Bram Stoker. Aqui estava nosso maior ícone, uma homem amaldiçoado, vil e cruel, cheio de sensualidade, terror e tragédia. O vampiro ganhava uma personalidade poderosa, assustadora e tentadora... não havia como não se encantar! Trazendo consigo personagens marcantes como Van Hellsing e Mina Harker, que sobreviveram ao tempo nas mais diversas adaptações ... Enfim, um dos maiores nomes do cinema, do terror, de seja lá o que for, com certeza é Nosferatu! Do diretor F. W. Murnau, um clássico do expressionismo alemão produzido em 1922, também foi baseado no recém citado Dracula.
Agora que já recapitulamos a ascensão vampiresca, vamos chegar ao ápice para finalmente apontar a queda... queda?! Que raios estou falando?! É isso mesmo amiguinhos, esses vampiros aprontaram altas confusões, e chamaram atenção até mesmo na casta podre das supostas “literaturas” modernas e sem vinculo histórico ou qualquer valor “QIstico”.
Finamente, a imortalidade fez jus nas obras intermináveis de Anne Rice. Os fãs de Anne que me desculpem, mas ela tinha que torná-los tão absurdamente gays!? Eu também aprecio parte de suas criações, admiro o valor, mas precisava MESMO ser tão absurdamente gay?! Vamos concordar que a adaptação cinematográfica de “Entrevista com o Vampiro” ficou muito legal, e conseguiram amenizar parte da “graciosidade” de algumas figuras, mas ainda sim, porque raios não deixaram de ser gays?! Daqui em diante, o que não faltaram foram obras inspiradas em toda essa boiolice.

Vale citar o RPG da White Wolf, no chamado “mundo das trevas” onde criaturas vampirescas se organizam em seitas e clãs. Pelo menos tiveram a decência de considerar todas as adaptações e versões possíveis dessas criaturas, desde aos Anne-riceanos Toreadores, até os Murnaunianos Nosferatus. Popular na década de 90, o jogo foi difundido no mundo todo, e jogado inclusive por essa que vos fala. Tempo esse que nos deu a oportunidade de conhecer as possibilidades que os sangue suga ofereciam, enquanto paralelamente os japoneses e suas mentes deturpadas pela radiação criavam as mais diversas histórias, entre jogos como Castlevania até mangás como Hellsing. Pelo menos uma coisa mantinha-se sempre a mesma: eram criaturas amaldiçoadas, sanguinolentas, sem contato com a luz do sol, e destinadas à tragédia.Mas agora também era mais poderosas e cheias de truques e armas. Nos quadrinhos, pequenas histórias de terror já citavam essas crianças da noite desde as Pulp Magazines, e sobrevivem dia a pós dia. Herois como Blade ganharam destaque especial pelas adaptações cinematográficas, e outras historias fechadas como 30 dias de noite, entre tantos outros.

No entanto, porém, todavia, a catástrofe chegava no horizonte.... Ela poderia ter vários nomes, poderia ser um seriado, um livro, um filme... mas no final era tudo isso junto! Chegamos numa época triste em que uma cultura pobre se delicia em produtos sem profundidade e qualidade literária. Qualquer conto pode ser válido desde que tenha uma pitada de moda, rostos populares, e fãs desmioladas sem vida social e sem personalidade própria.
A pior catástrofe veio de um livro de uma autora que não poderia deixar de subentender seus ideais religiosos transparecerem na castidade de protagonistas artificiais, sob situações ilógicas, devidamente adaptados a uma sociedade sem princípios ou cultura. Sim, estou falando de Crepúsculo, e sua multidão de fãs, em sua totalidade composta por meninas desiludidas e excluídas pelos coleguinhas legais, que na esperança de encontrarem felicidade mergulham numa fantasia que nada mais é que uma mistura de Harry Potter com Malhação e Anne Rice, resultando em adaptações cinematográficas ainda piores, além de deturparem o pouco que tornava vampiros criaturas legais. Como se não fosse o bastante, a febre resultou em seriados de tão pouco conteúdo que começam a inundar os canais, e capas de revistas Capricho, espaço este que fora antes trono da modinha emo e outras futilidades.

Sei que pode parecer um pouco rude, mas romances que precisem de um ícone mitológico do terror para ganharem destaque são tão deprimentes quanto fãs de Harry Potter lixando a atriz que fez a namoradinha dele no cinema. Até mesmo a moda gótica pseudo-depressiva já tornava-se irritante, que diremos então dos produtos congelados para microondas que disponibilizam agora? Um livro não precisa ser um poço de filosofia, ou mesmo pré requisitar conhecimentos de longe do alcance popular, mas deveria no mínimo fornecer uma fiel resultado ao gênero, ou um mínimo de acréscimo àquele que perdeu seu tempo mergulhado em orações e parágrafos que custaram o sagrado suor do autor. Cervantes tinha razão ao alegar que a literatura perdera o engenho e arte, mas não deixa de se assustar em ver que isso permanece desde os romances de cavalaria.

Hoje, imagino que Jonathan Harker não precisaria temer a perda de Mina pro deprimente Edard Cullen, e pagaria pra ver Bella Swan beijando o Nosferatu. E não, vampiros não viram purpurina no sol, eles queimam e gritam no processo. Por isso que digo, meu vampiro favorido, com certeza é Cassidy, da HQ Preacher...

Encerro esse texto com uma pequena citação:
"Alguns gostariam de ser como eles. Sua beleza, sua força, sua tragicidade.(...) Lordes da noite, abrindo veias e veias e bebendo o elixir escarlate...”
Cassidy: “Ai que merda! Você é um punheteiro, hein?”

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A terrível Sindrome de Megan Fox...


Hoje vou falar sobre algo que a muito tem me indignado caros companheiros nerds... a Síndrome de Megan Fox!
O que seria isso? Muito bem, vamos aos fatos... se você buscar com o oráculo (Google) paginas de fãs, qual é a notícia que mais se encontra? Que a Megan é nerd, geek, é uma de nós... até aí não tem problema, maravilha! Mas logo em seguida encontramos os velhos comentários, sobre o como desejavam ter uma Megan Fox com eles, como amam essa mulher, e então, a síndrome maldita dá as caras na forma de “queria ter uma namorada nerd como a Megan Fox!”. Pronto, morreu! Aqui está nosso assunto! “Como eu queria ter uma Megan Fox pra mim!”.
Amigas nerds desse mundo afora, agora é nossa vez de falar, e vocês, homens, prestem atenção! Não há, em absoluto, inveja dessa mulher linda. Ela é, de fato, dona de uma beleza incrível (apesar de eu ainda preferir a Jennifer Connelly), mas o problema é como isso se tornou alvo de comparações dentro do universo geek. Todo nerd sonha em ter uma namorada linda, e que possa compartilhar de seus interesses nerds, o que não é em absoluto um crime, mas o ponto de indignação é, porque eles se sentem no direito de exigir uma Megan Fox, se ela vai ter que ficar com.... ele?!
O problema da Síndrome de Megan Fox é que o companheiro nerd coloca altos níveis de exigência sobre sua parceira, quando não possui culhões necessários para merecê-la!
Porque a menina nerd tem a obrigação de ser bonita, se os meninos mais parecem o cão chupando manga!? Porque elas devem se esforçar para atender suas expectativas, se eles sequer se esforçam para ficarem mais apresentáveis e atenciosos?
Já vi nerds lindas e maravilhosas que ficaram sozinhas finais de semana consecutivos, porque o namorado preferia sair com os amigos para jogar game. Já vi jogadoras de RPG deixadas em casa porque o namorado preferiu jogar com outra mesa e sequer lembrou de convidá-la. Já vi, e mesmo vivenciei tanta coisa, que toda vez que leio um “queremos uma namorada nerd” eu quero gritar “Ao menos façam por merecer!”.
Acho que isso resume o caso...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cineminha imperdível!

Ah céus! Cinema é sem dúvida uma paixão para mim... ficar horas na frente de uma telona, ser surpreendida, conquistada pela película, arrepiar com a cena, com a música, sem dúvida é uma sensação que não gostaria de abandonar... tanto que não importa o quanto se possa fazer downloads, pagar a entrada vale a pena!

Esse sábado tive a oportunidade de ser surpreendida também, e por isso deixo minha recomendação a todos!
O filme se chama "O Guerreiro Genghis Khan", no original "Mongol".
Tive a oportunidade de ver este filme no cinema, e devo dizer que foi uma das minhas maiores felicidades na telona desse ano. Com certeza é um filme que agradará um público de todos os gostos, fora a produção maravilhosa e o decorrer agradável da história. Sempre apreciei muito a história, e me encantei por grandes lideres, Alexandre (motivo pela qual me recusei a ver o filme, por deturpar sua imagem) e com certeza Genghis Khan, o qual tece feitos notaveis, apesar de toda distorção de sua imagem, que não deixa de ter o sangue e crueldade, mas não julgaria como pior de que a de todo o resto do mundo. Enfim, esse merece um lugar na estante assim que sair o DVD! Leiam a crítica do filme no site do Estadão aqui.

Nome original: Mongol
País: Cazaquistão/Rússia/Mongólia/Alemanha/2007
Direção: Sergei Bodrov
Com: Tadanobu Asano, Honglei Sunm, Khulan Chuluun
Duração: 126 minutos



Agora aproveitando a deixa, vou deixar com vocês um trailer de um filme que ainda está para sair, mas só para dar um gostinho... o diteror é nada menos que Terry Gilliam! Se você perguntar "quem?" leva um soco na cara! rsrsrsrsrs Tá uma dica... Monty Phyton.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Cinema Nacional


Sejamos sinceros, caros nerds desse Brasil afora... não é sempre que se vê um material nacional na telona que possa agradar a nós. Podemos contar nos dedos os filmes que foram agradaveis sem precisar ser intelectual demais, cult demais ou povão demais.Uma dozinha de praser cinematográfico com um pouco de qualidade técnica sempre vai bem...

Acho que só me senti efetivamente satisfeita com alguns filmes, dos quais poderia nomeá-los para aqueles que não conhecem: A Marvada Carne (1985), Memórias Póstumas (2001), O Xangô de Baker Street (2001), Cidade de Deus (2002, e os seguintes de Fernando Meirelles, dignos de apreciação), Lisbela e o Prisioneiro (2003), Dois filhos de Francisco (2005, sim o filme é bom, mesmo eu que não gosto da musica da dupla posso reconhecer um bom filme), Tropa de Elite (2007).
Não sei se poderia incluir "O auto da compadecida" nesta lista, uma vez que foi lançado inicialmente como mini série, mesmo porque se incluisse séries teria que incluir uma matéria inteira só sobre "Hoje é dia de Maria".

Enfim, dos filmes que pude indicar, fica minha dica. Não são somentes os filmes estrangeiros que podem apresentar tamanha qualidade, e cada um deles tem um conteudo cujo o conhecimento é inteiramente nosso. Histórias sobre caipiras, nordestinos, Brasil imperial, e muitas coisas que não encontrariamos num filme estrangeiro, só que com qualidade digna de grandes festivais.

No entanto, caimos numa questão curiosamente constante... filme de favela e do Rios de Janeiro. Tem que ter mulher pelada violencia e neguinho carregando arma? Não, não precisa. Dos filmes que indiquei, somente um se enquadra nessa categoria, e mesmo assim foi um repercursor, mas jamais sua qualidade foi superada. Confesso que também me incômodo com esse tema constante (tratado de forma desnecessária e vulgar, vamos julgar), porque afinal, num país desse tamanho, não somos somente aquilo. Não vamos negar, existe esse conceito, mas transformar bandido em herói não me soa como algo saudável. Enfim, se você quer ver algo diferente, veja esses filmes.

Agora, no quesito novidade... bem, acaba de sair o trailer de uma animação (puxa! animação?) nacional.... curiosamente tem mulher pelada e violência, mas por aparecer pelo menos os cangaceiros e noticias da ditadura, ja vejo um sinal de esperança!
O filme é produzido pela Buriti Filmes em parceria com a Lightstar e a Gullane Filmes. A Lightstar Studios é a mesma produtora de animação que colaborou com renomados filmes do gênero como A Era do Gelo, Mulan, Asterix e Fantasia 2000.
Como trabalho muito próxima ao mercado de animação, tenho ciencia do quão incrível é a qualidade de nosso material, no entanto todos o conhecem como material estrangeiro sem sequer saber que foi produzido por brasileiros. Portanto, é muito legal ver que desta vez, a história e os créditos são cem por cento tupiniquim.

Não tenho ainda informações sobre lançamento, mas vocês ja podem conferir o surpreendente trailer.



E que venham mais!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Cronicas de uma guerreira

Oh terra encantada, onde estarás?
Te procurei a vida toda e não pude encontrar....
Sei que és muito desejada, por isso estás a brincar?
Caminhei por vales tortuosos,
Enfrentei bestas infindáveis
Para encontrar-te, oh terra
Onde estarás?
Agora que a lama se faz veste sobre a pele
E as feridas se abrem ao calor do sol
Ouço um eco de tuas palavras,
Que estais a dizer, meu amor?
Terás cedido à minha peleja,
E a face está a me prover
De alegrias mil e outras delicias
Andas logo, eleva-te!
É quando finalmente entendo, oh terra
As palavras que me reservaste
Diz com tamanha e peculiar alegria:
“Pegadinhaaa!”

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Espaço reservado ao RPG no Centro Cultural São Paulo... A VOLTA!!!


Nem só de más noticias vivemos, apesar de as vezes elas parecerem muito mais constantes....Mas a matéria hoje é sobre uma excelente notícia que pude constatar nesse final de semana! Porque nem só de lapide vive o RPG, e enfim vemos os primeiros sinais de esperança!
O Centro Cultural São Paulo, por muitos anos (como lembram os velhos jogadores dessa cidade) teve um espaço reservado para o RPG. Onde era anteriormente a Gibiteca Henfil, um espacinho singelo mas aconchegante continha a nota “Reservado para jogos de RPG e desenhistas”. Como poderia deixar de me lembrar do espaço, sendo que foi lá que comecei minha primeira campanha? Tantas e tantas amizades, jogadores que sempre marcavam sua presença naquele lugar... mas então começaram os problemas.
A cerca de cinco anos (não tenho precisão, já que minha memória vive no 404) a Gibiteca mudou de lugar para se estabelecer junto à Biblioteca do Centro Cultural. Eles ainda mantiveram o espaço resguardado, no entanto, quem jogaria numa biblioteca quando sabe que vai fazer muito barulho? Assim, o espaço reservado se extinguiu, e os jogadores voltaram ao mesmo lugar que tradicionalmente jogavam, mas sem a prioridade do espaço.
Os anos seguiram, e o CCV (apelido para Centro Cultural Vergueiro) começou a ser freqüentado em massa por estudantes. Assim começaram as disputas pelas escassas mesas, e aos poucos os jogadores de RPG foram desaparecendo do Centro Cultural.... a partir de então, não havia mais UM final de semana em que eu e meus amigos não tivéssemos problemas ou conflitos do lugar.
Toda seção de RPG no CCV terminava da mesma forma! Um guarda interrompia nosso jogo dizendo que os estudantes reclamavam do barulho, e que era para nos retirar do local. No início até tentávamos reduzir o barulho, mas as coisas começavam a passar dos limites, até que resolvemos contatar a coordenação do CCV. A resposta foi imediata: “Isto aqui é um Centro Cultural, vocês vêm aqui para se divertir, e se para isso vão rir e fazer muito barulho, façam! “ Recebemos quase que uma ordem para fazer mais barulho ainda (quase não, foi explícito!), já que não era proibido, e saímos satisfeitos com as piadas e brincadeiras do coordenador, que afirmou também que explicaria isso para os seguranças.
No entanto nem tudo que reluz é para sempre, e a coordenação mudou. Na seqüência mais e mais estudantes fizeram presença, e não conseguimos mais nenhum espaço para o lugar que já foi a segunda casa de muitos de nós. Novamente, todo final de semana um segurança nos interrompia, e já irritada com a situação respondia rispidamente “Tem alguma placa aqui exigindo silêncio?! Se eles querem silencio que vão para a biblioteca! Não jogamos lá por respeito e não vamos fazer silêncio também! Isso aqui é um espaço público, e enquanto não estamos fazendo nada de mal, temos o direito de continuar a jogar!”. Os problemas começaram a crescer de tal forma que não tinha mais graça comparecer ao CCV, e começamos a procurar outros lugares.
Foi então, que num dia qualquer após tantos anos, depois de tanta batalha e pedidos, de tanto esforço e insistência, obtivemos a resposta tão esperada! Um placa singela com os seguintes dizeres: “Espaço reservado a jogadores de RPG. Gibiteca Henfil.”. De volta ao mesmo lugar de origem, uma nostalgia me preencheu, e a felicidade prevaleceu! Algumas mesas, pequenas, mas nossas.
Agora queremos convocar todos os jogadores a reconhecerem a vitória de tanta labuta! O Centro Cultural tornou a reconhecer nosso espaço, mas com um prazo para total aprovação. Dentro de alguns meses, o espaço será nosso, e permanecerá conosco se não surtirem problemas. Para preservarmos nosso direito, teremos que seguir algumas regras: sempre que houverem pessoas não relacionadas ao RPG ocupando as mesas, não poderemos solicitar pessoalmente que se retirem, mas devemos contatar um segurança para que ele as retire do espaço. Pronto, só isso, fora isso devemos preservar o espaço, que curiosamente já está sendo depredado... não por jogadores, mas por estudantes indignados! @_@ Muito digno da parte deles, arrancaram parte das letras coladas sobre as mesas com a notificação da preferência, e preencheram com mensagens ofensivas como “RPGistas punheteiros e vagabundos”.
Não sei onde isso pode parar, mas a maioria desses “RPGistas punheteiros e vagabundos” já estão formados e trabalhando, e como disse uma amiga minha “Eles estudam porque precisam de cultura, nós já temos!”, o que se prova pela falta de respeito de alguns estudantes indignados pelo espaço que a tantos anos foi nosso.

Nota especial: nossos sinceros agradecimentos à Megacorp, que foi a grande responsável pelo retorno desse espaço, por anos tentando reconquistar o que foi nosso.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

O ser humano é BURRO.... e saber dói.


Ora ora ora.... é tempo de um pouco de sarcasmo!

Vamos começar do princípio literalmente, do Genesis.... Adão e Eva. Eles estavam lá, se deliciando nos jardins do Eden, eram felizes, não tinha perigo de virarem cornos afinal.... e porque não seriam felizes? Eram ignorantes!
Sim meus senhores, então uma maldita serpente resolveu que o show tava muito parado e decidiu esquentar as coisas, oferecendo o fruto proibido ao casal... como chamavam o fruto? Fruto do conhecimento! E então eles foram condenados a sofrer pracarai pelo resto da vida da humanidade.

O ser humano é burro, porque prefere ser assim. É mais confortável quando se ignora que o cérebro está lá pra pensar não é mesmo? E assim continua, num avanço e regressão constante, a sociedade cresce e decai, constantemente.
Mas chega de história, afinal a ignorancia é uma benção! Vamos falar do mundo atual...

Estamos numa época em que milhares de caras com óculos fora de moda adoram mostrar o quão inteligente são porque criaram um novo aplicativo pro i-phone, que não serve pra absolutamente nada.... tá, confesso, são divertidos, mas nada mais.

Então chegam aquelas pessoas suuuuper modernas, originais e completamente diferente das outras, que usam a merda do óculos de aro grosso, camisa xadres e calça apertada que combina perfeitamente com o tenis verde fosforecente... então eles falam estranho e usam termos desnecessários às suas analises e criticas sobre o úlltimo filme alternativo, só pra parecer mais inteligente que você, afinal ele viu um filme que você não viu.

Então chega a multidão de gente que acha tudo isso desnecessário, e se julga muito mais inteligente, porque faz seu trabalho muito além do necessáo para ser tão original quanto as trinta mil pessoas que tiveram a mesma idéia, e que ele ignora completamente, o que significa que ganha mais dinheiro com isso e tudo porque ele gosta de você.

Não vou falar dos senhores do senado, dos senhores das fábricas, dos ativistas fanaticos, dos religiosos extremistas, do governo internacional, e nem da porcaria das guerras, porque eu não vivo isso o suficiente para dar meu palpite.

Enfim, o ponto é que, quanto mais as pessoas se esforçam para parecerem mais inteligentes, mais elas definham na própria ignorância. Esquecem que existe muito além do seu mundo... são egoistas e egocêntricas. Chega a tal ponto, que mesmo procurando fazer apenas o bem, deixam passar detalhes tão singelos como a esquecida humildade. Falta humildade nas pessoas, falta aceitarem que não são mais do que ninguém. Falta aceitarem que não são o centro do mundo, e portanto não tem uma multidão contra ela. Falta aceitarem que são burros, para finalmente procurarem uma forma de serem melhores.
Mas a burrice é confortavel, e o conhecimento é doloroso... que caminho mais difícil de trilhar.

"Somos animais egoístas e desprezíveis rastejando pela terra, e porque
temos cérebros... se tentarmos, com muito esforço, ocasionalmente
podemos aspirar alguma coisa que não seja puro mal " Dr. House

sábado, 24 de janeiro de 2009

Moda

Isso mesmo, exato!

Hoje vou falar de moda!

Lembro-me da minha infância (curioso, falando assim parece que ja sou uma senhora não?), onde a simples concepção de nerd implicava numa coisa ruim. Uma pessoa exclusa, contraida, voltada a hobbies sem sentido e livros e mais livros. Quem nunca viu "A vingança dos Nerds"?? Era aquela imagem... era difícil para alguém que entrava na adolecência aceitar que tinha gostos iguais a esse tipo de gente estranha, de cabelos lambidos, óculos de aros grossos e camisetas xadres.

Curioso no entanto notar, que hoje, os valores andam se invertendo. Desabrocham pelas ruas novas tribos, com muitos nomes, muitos gostos, e muitas reciclagens de velhos estilos. Um dos que costumamos nomear hoje em dia, são os chamados (de forma generalisada, é claro) de "modernos", ou carinhosamente "moderninhos".
O ponto mais curioso deles, é que, ser intelectual, é legal. Demonstrar um geito descolado, e papos cabeças, parecem fazer deles pessoas melhores. E eis que encontramos, como uma fenix ressurgindo das cinsas, o xadres! E para os miopes, os velhos óculos de aro grossos! Ainda bem que o cabelo lambido não caiu na moda....

De certa forma, o que um dia poderia ser caracterisado como "moda nerd", hoje passa a ser "descolado" e "moderno", como se nunca tivesse sido usado antes... e o que resta para os pobres, e verdadeiros espiritos nerds? Há alguma moda?

Na verdade, é engraçado pensar que nunca houve uma forma característica de identificar essa "raça" estranha e curiosa, pelo menos por aqui, no Brasil, ou mesmo em São Paulo, onde vivo. Podemos ver os chamados nerds nos mais diversos trajes e gostos, o que os distancia de uma caracterisação de "tribo", uma vez que elas se separam, entre outros aspectos, pela forma de se vestir.

Então, como posso definir um característico elemento vestuário nerd???
Eis que aqui desvendamos uma parte curiosa da vida desses seres curiosos! Está sempre subentendido! Piadas internas... coisas que somente nerds poderiam entender.
Um bom exemplo disso, está no site Think Geek. Alguns minutos explorando seus modelos de camisetas, e se você não der uma risada, é porque não está preparado para este mundo.

Mais recentemente, simples símbolos e elementos passiveis desse universo foram se espalhando pelo mundo, levando-me ao assombro de encontrar, no segundo semestre de 2008, uma linha Geek de blusas e camisetas a venda nas lojas C&A. Fiquei sabendo tardeamente confesso, mas deu tempo de arranjar uma blusinha com amebas alegres que lembras animações dos "rejeitados do canal familiar"... rsrsrs

Enfim, as tendencias vão e vêm, e por enquanto, ser nerd é legal, e não precisa se vestir feio pra isso.